Nos momentos em que a mulher vive sob forte estresse ou ansiedade, o corpo inteiro entra em estado de alerta. O cérebro entende que há perigo e, para se proteger, direciona a energia vital para funções de sobrevivência, e não de reprodução.
No plano biológico, isso afeta a liberação de hormônios, o equilíbrio do ciclo menstrual e até a qualidade dos óvulos, que dependem de um ambiente interno saudável e estável.
O estresse e a ansiedade não são apenas reações químicas: são mensagens da psique, indicando que há algo dentro de nós que pede atenção.
Pode ser o medo de não conseguir, o excesso de autocobrança, o desejo de controlar o que não se pode controlar, ou mesmo feridas antigas que se ativam diante da incerteza.
A mulher que vive constantemente em alerta se desconecta de seu centro, de sua natureza feminina e criadora, e essa desconexão simbólica também se reflete no corpo.
O útero e os ovários são lugares simbólicos da criação e da confiança na vida. Quando a mente se enche de tensão, é como se o corpo deixasse de “acreditar” que pode gerar.
Como começar a transformar isso?
- Reconheça o que sente: negar o medo ou a frustração só aumenta o peso emocional. Dê nome às emoções.
- Acolha o corpo: práticas de respiração, alongamentos suaves e momentos de pausa ajudam o sistema nervoso a sair do estado de alerta.
- Busque sentido: pergunte-se o que o estresse quer lhe mostrar. Jung dizia que “aquilo a que resistimos, persiste”. Quando olhamos para dentro, o sintoma perde força.
- Permita-se descansar: fertilidade também é entrega, um convite a confiar no tempo da vida, e não apenas no relógio biológico.
Cuidar da mente e da alma é uma forma profunda de cuidar da fertilidade. Quando o corpo e a psique voltam a se alinhar, a energia criativa, inclusive a dos óvulos, volta a fluir com mais vitalidade e esperança.
