Muitas vezes, diante da dor, a nossa primeira reação é fingir que nada aconteceu. Colocamos um sorriso no rosto, seguimos com a rotina e repetimos para nós mesmos: “Está tudo bem.” Mas será que está mesmo?
Ignorar a dor não é superá-la. É colocá-la em uma caixa, escondida em algum canto da mente, esperando que o tempo a faça desaparecer. Mas a verdade é que emoções não desaparecem simplesmente por serem ignoradas. Elas se acumulam, se transformam em ansiedade, tristeza profunda, irritação sem motivo… ou até em doenças físicas.
Fingir que não dói pode parecer mais fácil do que encarar a realidade. Mas o preço disso pode ser alto: perda de identidade, relações superficiais, crises de estresse ou até um vazio que não conseguimos explicar. A dor ignorada volta, às vezes, mais forte.
Superar a dor não significa deixar de sentir. Significa permitir-se sentir, compreender o que essa dor está dizendo, dar nome ao que está machucando e, aos poucos, se reconstruir. Isso pode envolver chorar, pedir ajuda, conversar, escrever, gritar… Cada pessoa tem seu tempo e sua forma de elaborar a dor. Mas todas precisam passar por ela para realmente seguir em frente.
Se você está passando por um momento difícil, saiba: você não precisa fingir que está tudo bem. É corajoso quem se permite sentir. É forte quem busca ajuda. E é sábio quem entende que ignorar a dor não é o caminho da cura, é o adiamento dela.
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