Por que uma pessoa desiste da própria vida?

  Desistir da própri@ vid@ é uma decisão extrema que não acontece de uma hora para outra. Por trás desse ato, quase sempre silencioso, existe uma dor profunda, invisível aos olhos, mas insuportável para quem sente.

  Do ponto de vista psicológico, o suicídi0 costuma ser resultado de um acúmulo de sofrimento mental. Tristeza intensa, sensação de fracasso, desesperança, solidão, culpa ou sentimento de inutilidade podem tomar conta da mente da pessoa. Com o tempo, ela pode começar a acreditar que sua existência não tem mais sentido ou que sua dor nunca vai passar.

  Muitas vezes, essas pessoas não querem acab@r com a vid@, mas sim com o sofrimento. Só que, quando estão emocionalmente fragilizadas, seu cérebro tem dificuldade de enxergar saídas possíveis. Elas se isolam, perdem o interesse por coisas que antes amavam, se tornam mais quietas ou irritadas, e mudam o comportamento de forma sutil ou brusca.

  Nem sempre há um transtorno mental diagnosticado, mas quadros como depressão, ansiedade, traumas, lutos, violência, uso de drogas ou doenças crônicas aumentam o risco. Ainda assim, cada história é única. Às vezes, basta uma sucessão de perdas, pressões e falta de apoio emocional para que a pessoa sinta que não aguenta mais.

  Do ponto de vista comportamental, os sinais podem aparecer: falas como “vocês ficariam melhor sem mim”, “não aguento mais”, mudanças de humor, despedidas indiretas, doações de objetos pessoais ou um súbito “alívio” depois de muito sofrimento (que pode indicar que a decisão já foi tomada).

  É fundamental reforçar: o suicídi0 pode ser prevenido. Escutar com empatia, não julgar, levar a dor do outro a sério e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes que salvam vidas. Psicólogos e psiquiatras estão preparados para ajudar a encontrar novos caminhos, mesmo quando tudo parece sem saída.

Se você ou alguém próximo está passando por isso, não enfrente isso sozinho. Falar é o primeiro passo para recomeçar.

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