Sim, a cor da pele pode interferir na escolha da doadora, especialmente quando a clínica ou o banco de óvulos busca compatibilidade física entre a doadora e a receptora, o que é algo bastante comum.
Embora a ovodoação seja anônima (em países como o Brasil e a Espanha, por exemplo), as clínicas tentam selecionar doadoras com características físicas semelhantes às das receptoras, justamente para:
- Aumentar a identificação visual entre mãe e filho;
- Diminuir questões sociais ou familiares relacionadas à aparência da criança;
- Atender às preferências pessoais dos pacientes (dentro do que a ética e a legislação permitem).
Essas características podem incluir:
- Cor da pele;
- Cor e tipo de cabelo;
- Cor dos olhos;
- Altura e peso;
- Traços faciais (quando possível).
Importante:
Isso não significa exclusão ou discriminação racial. Mulheres de todas as etnias podem ser ovodoadoras, e são extremamente valiosas para o sistema. Na verdade, clínicas muitas vezes enfrentam escassez de doadoras de certos grupos étnicos, como negras, indígenas, asiáticas, entre outras, o que dificulta a compatibilidade com pacientes que buscam essas características.
Por isso, a diversidade entre as doadoras é essencial, quanto mais variados forem os perfis disponíveis, mais mulheres poderão ser atendidas nos tratamentos.
