A sensação de não ser “mãe de verdade” quando a gestação acontece por ovodoação é mais comum do que se imagina. Muitas mulheres enfrentam dúvidas, medos e até uma sensação de perda de identidade materna, principalmente porque a sociedade ainda associa a maternidade apenas ao fator genético.
Por que isso ocorre?
- Pressão social e cultural – Existe uma ideia muito forte de que “ser mãe” está ligado ao DNA, e isso pode gerar insegurança.
- Idealização da maternidade – Muitas mulheres cresceram acreditando que seriam mães de forma “natural” e quando o caminho é diferente, surge a frustração.
- Questões emocionais internas – A falta de vínculo genético pode ativar medos como “não vou ser suficiente”, “meu filho não vai me reconhecer como mãe” ou “as pessoas vão me julgar”.
- Comparação com outras mães – Comparar-se com mulheres que engravidaram com seus próprios óvulos pode aumentar sentimentos de inferioridade.
O que é importante lembrar?
- Gestação é vínculo: o bebê cresce no seu corpo, sente seu batimento, suas emoções e recebe todo o cuidado que só você pode dar.
- Ser mãe é muito mais do que genética: envolve presença, acolhimento, afeto e cuidado diário.
- O bebê só existe porque você escolheu ser mãe: a decisão consciente de gerar e cuidar é uma das formas mais profundas de maternidade.
Como melhorar esses sentimentos?
- Valide suas emoções: sentir medo ou dúvida não significa que você é menos mãe, mas sim que está elaborando um processo novo.
- Busque apoio psicológico: falar sobre esses sentimentos ajuda a ressignificá-los e diminuir a culpa.
- Converse com outras mães por ovodoação: compartilhar experiências mostra que você não está sozinha.
- Foque no vínculo real: ao sentir o bebê, conversar com ele e imaginar o futuro juntos, sua conexão se fortalece.
A ovodoação pode gerar conflitos internos, mas não diminui em nada o valor da maternidade. O amor, o cuidado e a presença constroem o verdadeiro vínculo entre mãe e filho.
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