Muitas vezes, casais que estão no processo de Fertilização in Vitro (FIV) têm dúvidas sobre a doação de sêmen, especialmente sobre quantos filhos um mesmo doador pode gerar. Essa é uma questão que envolve tanto leis específicas de cada país quanto reflexões psicológicas importantes.
Aspecto legal
As regras variam conforme o país:
- Na União Europeia e em países como a Espanha, a lei limita o número de famílias que podem ter filhos com o mesmo doador (geralmente até 6 famílias diferentes). Isso significa que, mesmo que um doador gere mais de um filho em uma mesma família, ele não poderá ultrapassar esse limite em lares distintos.
- No Brasil, a legislação da Anvisa também restringe o número de famílias, garantindo segurança genética e reduzindo riscos de consanguinidade (parentes próximos sem saberem que compartilham o mesmo doador).
- Nos Estados Unidos, o controle é menos rígido em alguns bancos privados, mas há recomendações para limitar a quantidade de descendentes por região.
O objetivo dessas regras é evitar que muitas pessoas geneticamente relacionadas morem na mesma área, reduzindo riscos futuros em termos de saúde pública e relações interpessoais.
Aspecto psicológico
Do ponto de vista emocional e psicológico, essa é uma questão delicada. Para o casal tentante, podem surgir:
- Ansiedade em relação à identidade genética: alguns se perguntam se o filho poderá um dia querer conhecer o doador.
- Medo de “muitos irmãos desconhecidos”: pensar que o mesmo doador pode ter gerado várias crianças pode gerar desconforto ou insegurança.
- Questões de pertencimento: pais e mães que recorrem à FIV podem se preocupar se a criança se sentirá “diferente” ou se terá dúvidas sobre sua origem.
Por outro lado, é importante lembrar que o amor, cuidado e vínculo familiar são os fatores mais determinantes no desenvolvimento saudável da criança, muito mais do que a origem genética.
Para casais tentantes
- Perguntem ao banco de sêmen ou clínica de fertilidade quais são as regras de doação aplicadas no país.
- Busquem apoio psicológico durante o processo: falar sobre as angústias pode ajudar a reduzir medos e trazer clareza.
- Lembrem-se: a lei já existe para proteger vocês e o futuro bebê.
Em resumo: um doador pode gerar filhos em até um número limitado de famílias, de acordo com a lei local (normalmente 6 a 10). Mais importante do que a quantidade de bebês de um mesmo doador é o preparo emocional do casal para acolher a criança, fortalecendo o vínculo afetivo e oferecendo um ambiente de amor e segurança.
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