Você já ouviu (ou disse) frases como:
“Não gosto de socializar.”
“Prefiro ficar sozinho.”
“Me sinto melhor na minha própria companhia.”
Muita gente se identifica com isso — e, ao contrário do que alguns pensam, isso não é necessariamente um sinal de tristeza ou problema.
Do ponto de vista psicológico, cada pessoa tem uma forma única de recarregar suas energias. Enquanto algumas se sentem revigoradas em grupos e conversas, outras se sentem sobrecarregadas e precisam do silêncio e da solitude para se reorganizar internamente.
Comportamentalmente falando, evitar interações sociais pode ter diferentes origens:
— traços de personalidade mais introvertida,
— experiências negativas com outras pessoas,
— cansaço emocional,
— ou simplesmente uma fase de maior recolhimento.
E do ponto de vista social, vivemos numa cultura que muitas vezes valoriza o “ser extrovertido” como padrão. Mas gostar da própria companhia, respeitar seus limites e dizer “não” quando o corpo e a mente pedem silêncio… é um ato de autocuidado.
Importante: sentir prazer em estar só é bem diferente de se isolar por dor, medo ou ansiedade. O isolamento prolongado, quando causa sofrimento ou impede a vida de acontecer, pode sim merecer atenção.
O mais importante é ouvir a si mesmo com gentileza, sem se julgar.
Você não precisa se encaixar em nenhum padrão para ser válido.
Sua forma de existir também é bonita.
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