O estresse podem prejudicar a qualidade dos espermatozoides de várias formas, tanto biológicas quanto comportamentais. Veja como isso acontece:
- Alterações hormonais
O estresse crônico ativa o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, aumentando o cortisol (hormônio do estresse).
➡️ O cortisol elevado reduz a liberação de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), o que diminui a produção de testosterona e de espermatozoides pelos testículos.
Resultado: menor concentração e motilidade espermática.
- Aumento de radicais livres
O estresse aumenta o estresse oxidativo, que gera radicais livres capazes de danificar o DNA dos espermatozoides.
➡️ Isso afeta:
- Integridade do DNA espermático (fragmentação);
- Morfologia (forma anormal da cabeça ou cauda);
- Capacidade de fecundar o óvulo.
- Impacto no desejo e desempenho sexual
A ansiedade de desempenho ou o estresse contínuo podem:
- Reduzir a libido;
- Causar disfunção erétil;
- Diminuir a frequência das relações sexuais.
➡️ Isso reduz naturalmente as chances de concepção.
- Mudanças de estilo de vida associadas ao estresse
Homens sob estresse tendem a:
- Dormir menos e pior;
- Aumentar o consumo de álcool, cafeína ou tabaco;
- Ter alimentação desequilibrada e sedentarismo.
➡️ Todos esses fatores comprometem a espermatogênese.
- Possíveis formas de reversão
- Sono regular e alimentação rica em antioxidantes (vitamina C, E, zinco, selênio);
- Atividade física moderada;
- Terapia psicológica e práticas de relaxamento (mindfulness, respiração guiada);
- Evitar excesso de calor nos testículos (como notebook no colo ou banhos muito quentes);
- Reduzir o consumo de álcool e tabaco.
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