Como o estresse pode prejudicar a qualidade dos espermatozoides?

  O estresse podem prejudicar a qualidade dos espermatozoides de várias formas, tanto biológicas quanto comportamentais. Veja como isso acontece:

  1. Alterações hormonais

  O estresse crônico ativa o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, aumentando o cortisol (hormônio do estresse).
➡️ O cortisol elevado reduz a liberação de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), o que diminui a produção de testosterona e de espermatozoides pelos testículos.
Resultado: menor concentração e motilidade espermática.

  1. Aumento de radicais livres

  O estresse aumenta o estresse oxidativo, que gera radicais livres capazes de danificar o DNA dos espermatozoides.
➡️ Isso afeta:

  • Integridade do DNA espermático (fragmentação);
  • Morfologia (forma anormal da cabeça ou cauda);
  • Capacidade de fecundar o óvulo.
  1. Impacto no desejo e desempenho sexual

  A ansiedade de desempenho ou o estresse contínuo podem:

  • Reduzir a libido;
  • Causar disfunção erétil;
  • Diminuir a frequência das relações sexuais.
    ➡️ Isso reduz naturalmente as chances de concepção.
  1. Mudanças de estilo de vida associadas ao estresse

  Homens sob estresse tendem a:

  • Dormir menos e pior;
  • Aumentar o consumo de álcool, cafeína ou tabaco;
  • Ter alimentação desequilibrada e sedentarismo.
    ➡️ Todos esses fatores comprometem a espermatogênese.
  1. Possíveis formas de reversão
  • Sono regular e alimentação rica em antioxidantes (vitamina C, E, zinco, selênio);
  • Atividade física moderada;
  • Terapia psicológica e práticas de relaxamento (mindfulness, respiração guiada);
  • Evitar excesso de calor nos testículos (como notebook no colo ou banhos muito quentes);
  • Reduzir o consumo de álcool e tabaco.

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