A perda gestacional costuma ser vivida de forma muito visível pela mãe, já que seu corpo sente a ausência de forma direta. Porém, muitas vezes esquecemos que o pai também sofre, e sofre em silêncio.
A sociedade cria imagens e expectativas ligadas à paternidade: proteger, sustentar, “ser forte”. Diante da perda, o pai pode sentir que não tem espaço para expressar a dor, acreditando que precisa apenas apoiar a parceira.
Mas o luto paterno existe, é legítimo e precisa ser acolhido. O homem também sonhou com o filho, também projetou um futuro, também perdeu.
Reconhecer essa dor é fundamental para que o casal atravesse o processo juntos, fortalecendo o vínculo em vez de cada um sofrer isolado.
👉 Aos casais tentantes: permitam-se falar sobre o que sentiram, sem julgamentos. A perda gestacional não é apenas da mãe, é do casal.
👉 Aos pais: dar espaço à dor não significa fraqueza, mas humanidade.
O luto, quando vivido com consciência, pode se transformar em aprendizado, em união e até em um novo sentido para a jornada da fertilidade.
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