Tentar engravidar depois dos 40 anos é um ato de coragem e amor. Mas também pode ser um momento cheio de dúvidas, inseguranças e medos, principalmente o medo de ter um bebê com deficiência. Esse é um sentimento comum entre mulheres que estão nessa fase da vida. E tudo bem sentir isso. O importante é saber que você não está sozinha.
E as estatísticas?
Sim, é verdade que o risco de alterações genéticas, como a Síndrome de Down, aumenta com a idade. Mas também é verdade que a grande maioria das gestações após os 40 resultam em bebês saudáveis. Por exemplo, aos 40 anos, o risco de Síndrome de Down é de aproximadamente 1 em 85. Isso significa que há mais de 98% de chance de não acontecer.
Médicos que assustam… sem necessidade
Infelizmente, algumas mulheres saem das consultas mais assustadas do que acolhidas. Alguns profissionais focam apenas nos riscos, esquecendo que a paciente é uma mulher com sentimentos, sonhos e uma história. Se isso aconteceu com você, saiba: você tem o direito de buscar um médico que te informe com respeito e empatia. Informação com acolhimento faz toda a diferença.
O papel da psicologia
A psicologia pode ser uma grande aliada nesse momento. Conversar com um psicólogo ajuda a:
- Organizar os pensamentos e medos;
- Reduzir a ansiedade e o estresse;
- Separar o que é um risco real do que é apenas um medo imaginado;
- Reforçar sua autoestima e sua confiança como mulher e futura mãe.
Você não precisa carregar essa angústia sozinha.
E o preconceito da sociedade?
Infelizmente, ainda existe muito preconceito com mulheres que tentam engravidar depois dos 40. Frases como “já passou da hora” ou “vai dar trabalho criar um filho velha assim” são cruéis e sem fundamento. A decisão é sua. O corpo é seu. A maternidade pertence a quem sente esse chamado, e não à opinião dos outros.
Um convite ao acolhimento
Se você tem esse desejo, siga em frente. Com amor, com responsabilidade, com o apoio certo, tudo é possível. O medo não precisa te impedir de viver uma das experiências mais significativas da vida.
Você tem o direito de tentar.
Você tem o direito de sonhar.
E você tem todo o direito de ser mãe, aos 40, aos 42, ou quando o coração mandar.
Permita-se viver com coragem. O amor que você tem para dar é muito maior do que qualquer estatística.
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