Se você passou dos trinta anos e ainda não teve filhos, seja por qualquer motivo, não necessariamente por infertilidade, você já deve ter escutado que está ou vai ficar velha demais para engravidar e criar filhos. Mulheres acima dos quarenta anos então, são os principais alvos.
Os motivos para tais “preocupações alheias” são inúmeros, desde os óvulos que não são mais novos, dificultando a concepção, os riscos durante a gestação e parto, anomalia fetal e, sim, esses riscos existem e são esclarecidos por médicos, que têm o dever de alertar a paciente dos riscos existentes, embora isso não seja uma regra. Mas o que o médico não tem o direito é de ser estúpido, cruel, julgar e aterrorizar a paciente, como já vi alguns relatos, se isso acontecer com você, mude de médico imediatamente, pois existem médicos maravilhosos, que irão acolher seu caso com respeito e cuidado.
Há também aquela parte da sociedade julgadora da vida alheia, que diz que você não vai ter energia, paciência ou viver muito para criar o filho, outros dizem que seu filho vai sentir vergonha de você, por ser velha ou que vai parecer avó dele, e o show de horror vai longe! É incrível a capacidade de alguns seres humanos para arrasar com o psicológico de outros.
O importante aqui é que você, independente da idade que tiver, não absorva tais absurdos, e se afaste de pessoas que lhe falem qualquer coisa que prejudique seu emocional. É só olhar à nossa volta para ver o número de pais jovens com filhos com deficiências, sem condições de criar adequadamente, outros que acabam falecendo sem ser de velhice, deixando os filhos órfãos cedo. E tantos outros pais maduros que criam seus filhos lindamente, porque já têm uma vida estável e seus filhos foram planejados, amados e desejados. Já presenciei uma bisavó, de setenta anos, cuidando da bisneta recém-nascida, porque a mãe de vinte, tinha outras prioridades. O caso aqui não é julgar ninguém, mas sim ressaltar que para a maternidade/paternidade ideal não existem idade perfeita, cor, classe social, apenas responsabilidade e amor, e mais uma vez: não cabe a ninguém julgar a vida e os sonhos do outro!
