Gestar e procriar tem um efeito positivo e intenso no narcisismo, na autoestima, no fortalecimento de relações familiares e na expansão do vínculo conjugal. Porém, quando a decisão de ter filhos chega e esta não é acompanhada pela performance física que se espera, temos com a mesma intensidade o efeito negativo desse insucesso. Instala-se uma crise vital, e as reações emocionais são intensas e impactantes na saúde física e psíquica.
Uma vez que a infertilidade provoca uma profunda sensação de perda (ausência do filho idealizado vindo por meios naturais) e de impotência, todos os pacientes passam por um ciclo de adaptação emocional a essa nova realidade.. Vale lembrar que a mente é dinâmica, as emoções instáveis e isso significa que regressões na sequência das fases emocionais ocorrem mesmo quando um paciente já estava evoluindo em sua adaptação.
